Boletim de Serviços

Gabinete da Reitoria

Notícias

Assist. Estudantil

Central de Serviços

Webmail

Contatos

Reitor fala sobre experiência durante visita à Austrália

Reitor falou sobre experiência na Austrália em reunião com pró-reitores

 

  

 

O reitor do IFRJ, Paulo Assis, esteve, na primeira semana de março, visitando instituições de ensino na Austrália. A viagem teve como objetivo conhecer um pouco mais sobre a rotina da rede educacional do país estrangeiro, fomentando possíveis contribuições na política pedagógica do IFRJ.

 

Juntamente com o diretor da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), Luciano de Oliveira Toledo, o Reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Belchior de Oliveira Rocha, e representantes de outros países, como Peru, México, Colômbia e Chile, o reitor Paulo Assis, que representou o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) na missão, foi recebido por Steve Herbert, Minister for Training and Skills (em tradução livre, Ministro da Formação e Competências).

 

Os representantes visitaram, durante a missão, quatro Institutos integrantes da Victorian TAFE Association, uma rede de institutos de ensino e formação profissional mantidos pelo governo de Victoria, um dos estados da Austrália: o Automotive Centre of Excellence, o William Angliss Institute, o Holmesglen Institute e o Box Hill Institute.

 

Ao retornar para o Brasil, o reitor relatou a experiência aos pró-reitores durante reunião realizada no dia 15 de março. Destacou que uma das grandes diferenças é que, apesar de ser uma rede de ensino pública, todos os estudantes pagam taxas: “Não há ensino gratuito como nós temos aqui. Os alunos pagam para estudar. O nível de vida da população é o de um país desenvolvido, mas aqueles que não têm condições recebem ajuda de custo do governo. Entretanto, os estrangeiros têm que pagar na integralidade”, explicou.

 

O reitor relatou ainda que existe uma organização semelhante ao Conif e que, em sua grande maioria, os TAFEs têm funcionamento semelhante aos Colleges da Inglaterra. “Eles têm os níveis de certificação 1, 2 e 3 para cursos de formação inicial. Dependendo, essa certificação pode durar de seis meses a três anos. Assim como na Inglaterra, praticamente todas as profissões precisam ter, obrigatoriamente, certificação para serem exercidas. Profissões como eletricistas, por exemplo. Diferentemente do Brasil, em que temos pessoas que aprendem na prática profissional e podem, efetivamente, atuar no mundo do trabalho. Essa é uma diferença muito grande”, afirmou.

 

Durante o relato, Paulo Assis enfatizou ainda que há diferenças conceituais de funcionamento dos Institutos Federais do Brasil em relação aos seus correspondentes em Victoria. Naquele país a relação com as empresas é muito próxima: “Isso acontece de tal forma que o governo, a própria instituição de ensino e as empresas determinam quais serão os cursos oferecidos e quais serão os conteúdos programáticos a serem ministrados, considerando que este é um ponto delicado e que deve ser discutido no âmbito de nossas instituições”, frisou.

 

Outro ponto exposto foi o de que no país pertencente à Oceania o princípio de funcionamento do ensino é por competência, diferentemente do Brasil, que é por conteúdo.

 

O reitor salientou ainda o nível de organização de todo o sistema como um ponto positivo e que chamou sua atenção. Já o processo de ensino/aprendizagem é bastante distinto e sua possível utilização carece de melhor discussão no Brasil. “O sistema de ensino utiliza ‘pacotes’ de formação. De um TAFE para outro, esses pacotes podem ser diferenciados, focados em desenvolver competências específicas”, esclareceu.

 

Apesar da grande quantidade de alunos em cada um dos TAFEs, as turmas eram reduzidas, com no máximo 20 alunos. E outro ponto curioso é que o ensino nas instituições públicas acaba tendo um custo mais elevado do que nas instituições privadas: “por serem mais completos e de maior duração na rede pública, a rede privada pode oferecer um custo menor”, ponderou o reitor.

 

Por intermédio da Setec, durante a viagem também foi feito contato com o pesquisador brasileiro Paulo de Souza, que atualmente desenvolve um trabalho como Science Leader (em tradução livre, líder de ciência) de “Micro-sensing technology and systems” (ou sistemas de tecnologia de micro-sensor) no Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO). Está sendo negociado um convênio para que cerca de dez professores, de todo o Brasil, façam um curso no referido centro, visando o desenvolvimento de pesquisa aplicada. “Também está sendo analisada a possibilidade de trazê-lo, durante a Redetec [Rede de Tecnologia e Inovação], para que ele ministre esse curso para mais pessoas”, adiantou o reitor Paulo Assis.

 

Desenvolvido em: Drupal
Sítio melhor visualizado em Mozilla Firefox
Equipe de desenvolvimento: DGTI - CODES

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - Reitoria

Rua Pereira de Almeida, 88 - Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20260-100 Telefone: (21) 3293-6000

Entre em contato conosco