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IFRJ Belford Roxo sedia parte da programação do Festival Literário da Baixada

O Campus Belford Roxo do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) sediou, no dia 12/03, o seminário “Oralituras da Baixada”, evento que fez parte da edição de 2026 do Festival Literário da Baixada (FLIBA). O encontro reuniu cerca de 50 participantes e reafirmou a importância da literatura, da arte e da produção cultural para a cidade e para a região da Baixada Fluminense.

O seminário foi organizado pelo coletivo Afrodiaspóricos e contou com três mesas de debate. A primeira abordou a produção literária desenvolvida no próprio campus e foi conduzida pelos professores Cassiano Santos e Flávio Sabrá. Durante a conversa, os docentes apresentaram iniciativas de incentivo à escrita e à circulação de textos entre estudantes e pesquisadores, destacando projetos, publicações e atividades acadêmicas que fortalecem a literatura como prática formativa e como espaço de expressão crítica dentro do ambiente educativo.

Na segunda mesa, o professor Diogo Lyra apresentou seu livro “A febre de momo”. Em sua fala, o autor refletiu sobre sua trajetória intelectual e destacou o papel transformador da literatura em sua formação pessoal e acadêmica. A mesa contou também com a participação da ex-aluna e artista visual Karine de Sousa, uma das organizadoras do evento. Ela fez uma apresentação sobre a produção artística na Baixada Fluminense, ressaltando a potência criativa da região e a importância de ampliar espaços de visibilidade para artistas locais.

A última mesa reuniu o Vodungan Salomão Moura, a ex-aluna Maria Eduarda Souza, também integrante da organização do evento, e o professor Frederico Mendes. O debate trouxe reflexões sobre o conceito de oralitura e sobre experiências de produção audiovisual ligadas à memória e à cultura afro-brasileira. Na ocasião, foi apresentado o projeto Laboratório de Comunicação, no qual Maria Eduarda realizou um curta-metragem com Salomão Moura sobre o Candomblé, articulando narrativa, religiosidade e linguagem audiovisual.

O seminário contou com a presença de uma equipe da Secretaria de Estado de Cultura e da assessora da deputada estadual Élika Takimoto, Vanessa Costa, que foi uma das articuladoras do FLIBA.

Na última atividade do seminário, foram premiadas autoras de poemas da Oficina “O texto e o tempo”, realizada pelo professo Cassiano Santos. O FlibaBel, como foi chamado carinhosamente no campus, se consolidou como um espaço de diálogo, escuta e troca de experiências. A atividade reforçou o papel das artes e da cultura na construção de uma educação pública diversa, gratuita e comprometida com a valorização dos saberes e das expressões culturais presentes na Baixada Fluminense e em Belford Roxo.

Colaboração e foto: Maiara Polido, Afrodiaspóricos Labcom / IFRJ

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