Encerramento de curso de extensão com celebração da cultura afro-brasileira

O Campus Duque de Caxias realizou no dia 11 o encerramento do curso de extensão “Capoeira: Saberes e Práticas Tradicionais Afro-brasileiras”. A atividade marcou a conclusão de seis semanas de formação, reunindo estudantes, professores e comunidade em uma programação cultural diversa e significativa.
O evento teve início com uma roda de conversa conduzida pela assistente social Clairí Zaleski, mestre em Educação pela FEBF/UERJ, que abordou questões relacionadas a gênero e aos papéis socialmente estabelecidos. Em seguida, os participantes apresentaram uma esquete que propôs uma releitura crítica da história do Brasil, rompendo com a perspectiva eurocentrada. Na encenação, o formato de sala de aula foi utilizado como recurso narrativo, no qual os alunos corrigiam a professora, trazendo novos olhares e termos mais alinhados a uma visão decolonial.

A programação seguiu com cantos tradicionais que deram início à roda de capoeira, reunindo os participantes em um momento coletivo marcado pela musicalidade, expressão corporal e ancestralidade.
Após a atividade, o público participou de uma roda de samba, encerrando as atividades culturais em clima de celebração e integração. Ao final, foi realizada uma confraternização com feijoada, fortalecendo o espírito de coletividade entre os presentes.
O curso integrou as ações da Coordenação de Extensão (COEX) do campus, com participação do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI), e contou com o apoio do Programa Escola Nego Bispo.
Durante o encerramento, o professor Ramon Felipe destacou a importância da experiência vivida ao longo do curso. “Foi mais do que um curso, foi um encontro de saberes, de histórias e de fortalecimento da nossa identidade. A capoeira se fez presente como ferramenta de educação antirracista e como expressão viva da corporeidade negra”, afirmou.
O mestre Toni Vargas compartilhou sua trajetória pessoal com a capoeira, enfatizando seu papel transformador. “A capoeira me ensinou a fazer o que eu gostava: me expressar com o corpo”, relatou.
O curso, iniciado em fevereiro, teve carga horária de 60 horas, com aulas presenciais e remotas, sendo conduzido pelo mestre Toni Vargas, com a participação dos professores Ramon Soares (Professor Esticado), Rafael Santana e Viviane Prates, além do apoio da equipe organizadora. O encerramento reforçou o compromisso do IFRJ com a valorização dos saberes ancestrais e com a promoção de uma educação mais inclusiva e diversa.
Colaboração: Karolina Costa