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Campus Duque de Caxias promove oficina de autodefesa feminina em comemoração ao mês das mulheres

O Campus Duque de Caxias recebeu, na última terça-feira (17/03), uma oficina para ensinar técnicas de autodefesa para mulheres, em comemoração ao mês das mulheres. A aula foi ministrada pela professora de educação física do campus, Gabriela Souza, que teorizou e mostrou, na prática, a eficácia de técnicas que aparentemente podem ser simples, mas que podem salvar vidas.

A iniciativa, vinda do grêmio estudantil e com o apoio da instituição, reuniu 25 participantes entre alunas e servidoras do instituto. A oficina foi divulgada através das redes sociais e ocorreu no horário do almoço, entre 12h e 13h, o que não interferiu nas atividades acadêmicas.


Professora Gabriela Souza ensina técnicas eficientes para alunas
(Foto:reprodução / Karolina Costa)

Durante a atividade, foram ensinadas técnicas para iniciantes, que ajudam a se defender do agressor e criar oportunidades de fuga; além de movimentos que permitem neutralizar o agressor em situações de risco, principalmente em locais fechados. As participantes também receberam orientações sobre comportamento em situações de perigo, incluindo a recomendação de gritar “fogo”, já que, ao contrário do que muitos pensam, pedidos de “socorro” podem gerar medo nas pessoas ao redor e dificultar uma reação imediata de ajuda.

A experiência prática chamou a atenção das participantes. Sofia Cordeiro, aluna do curso Técnico de Plásticos, destacou o aprendizado proporcionado pela vivência presencial. “Eu nunca tinha tido uma aula de defesa pessoal. Achei que foi bem legal, porque foi uma coisa nova. Por mais que a gente possa ver nos vídeos nas redes sociais, não é a mesma coisa que estar presente fazendo. Eu faria de novo e pretendo fazer mais, porque se alguma coisa acontecer eu sei que vou saber me defender”, disse a aluna.

Para muitas estudantes, a oficina dialoga diretamente com a rotina diária. Júlia Beatriz, aluna do curso Técnico de Química e membro do Grêmio Estudantil, ressaltou a importância da atividade para quem precisa circular sozinha pela cidade. “A oficina foi muito valiosa para aprender novas técnicas e para aprender a me defender também, porque eu ando muito sozinha na rua” , relatou.


Alunas praticando os movimentos de defesa ( foto: reprodução/ Karolina Costa)

A percepção de cuidado institucional também foi mencionada pelas participantes. Camila Fernandes, técnica administrativa no campus, avaliou a ação como uma iniciativa voltada à segurança da comunidade acadêmica, disse que a oficina representou para ela uma iniciativa da escola pela segurança das mulheres e também elogiou o trabalho da professora Gabriela que, segundo Camila, tem se empenhado muito em realizar projetos como esse. 

Dados de Segurança Pública

Dados recentes ajudam a compreender a relevância da iniciativa. Segundo o Dossiê Mulher – publicação anual produzida pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro – 154.193 meninas e mulheres procuraram uma delegacia de polícia, em 2024, para denunciar episódios de violência. A publicação enfatiza que esse foi o maior quantitativo registrado nos últimos 10 anos. O levantamento reúne e analisa estatísticas sobre a violência contra a mulher e busca contribuir para o aprimoramento de políticas públicas de prevenção e enfrentamento das múltiplas formas de abuso.

Diante desse cenário, ações educativas voltadas à segurança feminina ganham ainda mais importância. Ao levar discussões sobre prevenção e estratégias de proteção para dentro do ambiente estudantil, iniciativas como a oficina ampliam o acesso à informação e fortalecem a autonomia das mulheres. Mais do que ensinar movimentos físicos, a atividade reforça a construção de espaços educativos comprometidos com o cuidado coletivo e com a promoção de segurança no cotidiano das estudantes e servidoras.

Colaboração: Karolina Costa

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