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Alunos são premiados no VI Congresso de Iniciação Científica

alunos premiados e professor orientando posando para foto

Dois alunos bolsistas do campus Rio de Janeiro receberam o prêmio na área de Ciências Humanas e Sociais no VI Congresso de Iniciação Científica. O Congresso, que é uma iniciativa da coordenadoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) do campus Itapetininga, é um evento científico de natureza multidisciplinar que agrega todas as áreas de conhecimento, com ênfase em ciência, tecnologia e inovação.

Realizado entre os dias 15 e 17 de maio, o evento desse ano contou com a apresentação de trabalhos na forma oral. Foi constituída uma comissão para avaliação dos melhores trabalhos, divididos em três áreas: Ciências Humanas e Sociais, Ciências Exatas e da Saúde e Engenharia.

Esther de Matos, do curso Técnico de Farmácia e Vinícius de Souza, do curso Técnico em Biotecnologia, receberam o prêmio pelo trabalho intitulado "Novos suportes, novas práticas: jovens, tecnologias e suas relações com a escola”. O trabalho apresentou alguns resultados da pesquisa "Jovens, tecnologias e suas relações com a escola: Aprofundando o olhar”, iniciada em 2016 e orientada pelo professor de Sociologia Sérgio Alves. Segundo Sérgio, a participação no evento foi uma experiência de aprendizado não só para os alunos, mas para ele também.

O envio do trabalho foi pensado pelo docente, inicialmente, apenas para proporcionar aos bolsistas a experiência de apresentar uma pesquisa em um evento de Iniciação Científica que aceitava trabalhos de alunos do ensino médio, o que não é recorrente. O trabalho dos discentes concorreu com mais cinco: quatro de estudantes da Graduação e mais um de aluno do Ensino Médio Técnico. “Vi nesse Congresso a possibilidade de eles apresentarem uma pesquisa de maneira autônoma. Eles tomaram a iniciativa, era possível que o próprio bolsista inscrevesse o trabalho. Escreveram o texto inicial e eu apenas revisei”, comentou Sérgio.

O e-mail com a notícia da aprovação do trabalho chegou duas semanas antes do Congresso e, no mesmo dia, um novo e-mail foi recebido com o comunicado de que o trabalho estava entre os seis indicados para a premiação. A princípio, o Congresso só premiaria o melhor trabalho, conferindo mais duas menções honrosas. Entretanto, a banca decidiu por um empate entre três trabalhos apresentados na área de Ciências Humanas e Sociais.

A aluna Esther Matos contou que já havia participado de uma feira na escola, mas por ser interna, foi bem mais simples. “A gente apresentava, ganhava um certificado e era isso. Essa experiência foi mais complexa, tanto que nós fomos para São Paulo. Fiquei extremamente feliz. É muito gratificante ver todo o esforço que você coloca em cima de algo gerando um resultado positivo. Essa apresentação e essa premiação só me deram mais força de vontade para participar de mais congressos e crescer com o projeto”, afirmou Esther.

Segundo o professor Sérgio, o mais significativo em todo esse processo é a questão do aluno vivenciar essas diferentes etapas de um trabalho científico, de uma pesquisa acadêmica. “Receber um prêmio é ótimo, envaidece, mas a participação dos alunos em todo esse processo é algo que marca muito mais a vida deles”, falou. 

O aluno Vinícius Souza destacou que ser orientado por profissionais competentes e atuar junto a estudantes tão dedicadas tornou o processo mais fácil e enriquecedor, não só no viés acadêmico, mas também em todas as outras esferas. “O mais difícil do projeto talvez tenha sido sintetizar tudo da pesquisa para a apresentação no Congresso, cujo tempo era bem limitado comparado à quantidade de informações que tínhamos. Foi uma surpresa ter visto o projeto ser indicado à premiação. Além disso, ser premiado por um projeto do IFRJ de Ciências Humanas e Sociais foi extremamente simbólico”, disse.

Tanto os alunos Esther e Vinícius quanto seu professor e orientador, Sérgio Alves, esperam que a pesquisa sobre jovens, tecnologias e escola possa de alguma forma impactar os pilares institucionais da educação, ciência e tecnologia do IFRJ. “É importante reconhecer que no IFRJ, diferente de outras escolas, nós temos esse espaço para os alunos, temos o programa de bolsista voluntário e, além disso, os próprios alunos podem propor projetos para serem orientados pelos professores. Devemos ampliar a divulgação dessa possibilidade, que para mim, é um diferencial do Instituto. O aluno tem a vida acadêmica, mas também tem esse espaço da iniciação científica, no campo das ciências, inclusive Ciências Humanas. A possibilidade de o aluno transitar por esses universos diferentes enriquece a vivência”, concluiu o professor Sérgio.

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