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Cidadãos refugiados têm aulas de português e cultura brasileira no IFRJ

 

Curso é oferecido por meio do Pronatec e reúne 70 alunos de diversos países

 

A língua e a cultura do Brasil serão nos próximos cinco meses o principal interesse de estudo de 70 cidadãos refugiados de todo o mundo que vieram ao país à procura de melhores condições de vida. Eles formam as primeiras três turmas do curso Pronatec de língua portuguesa e cultura brasileira para refugiados, que reuniu os novos estudantes e representantes de diversas instituições na Cruz Vermelha, no Centro do Rio, no dia 23 de março. O curso é uma parceria entre o IFRJ, o Ministério da Justiça, a Secretaria Estadual de Direitos Humanos, o Ministério da Educação e a Cruz Vermelha.

 

Os estudantes vão ter aulas de gramática e de conversação em português e conhecer mais sobre a história e a cultura do Brasil. “Os alunos terão teoria sobre a cultura brasileira e algumas atividades práticas, como visitas a centros culturais, museus, teatros, para que eles possam se apropriar melhor da cultura brasileira”, explica o professor Fábio Silva, diretor de implantação do campus Belford Roxo, responsável pela oferta do curso.

 

As aulas serão na própria sede da Cruz Vermelha. O IFRJ será o responsável pela organização do curso e pelo repasse do auxílio financeiro oferecido pelo MEC. No Instituto, o Pronatec é coordenado pela servidora Simone Souza. A programação prevê 160 horas de aulas.


 

Exilado pela guerra, estudante tenta recomeçar vida no Brasil

 

Os novos estudantes do IFRJ vêm de países como República Democrática do Congo, Nigéria, Rússia, Egito, Síria, Venezuela e Colômbia. Para o reitor do IFRJ, as aulas no Instituto podem fazer com que o aluno se sinta mais à vontade no Brasil. “O conhecimento da língua e da cultura é extremamente importante para que ele se sinta menos distante de casa”, avalia o professor Paulo Assis, que representou o IFRJ na mesa de abertura da aula inaugural, ao lado do secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Paulo Melo; da coordenadora de Soluções Duráveis do Conselho Nacional para os Refugiados (CONARE), Flávia Leão; do presidente da Cruz Vermelha do Rio de Janeiro, Luiz Alberto Sampaio; e do diretor da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, Cândido Feliciano da Ponte Neto.

 

Um dos alunos do curso é Fabrice Kola, da República Democrática do Congo, país que vive há quase duas décadas uma grave guerra civil. Agora no Brasil, o jovem de 20 anos quer começar um novo caminho. “Por causa da guerra, perdi minha irmã. Minha mãe ficou lá sozinha, com meu irmão. Eu, graças a Deus, cheguei aqui. Eu quero aprender a falar bem a língua portuguesa, estudar, conseguir o meu emprego e ajudar a minha mãe e o meu irmão”, diz Kola.
 

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