Momento Celebrativo

Dia A – 17/11/2015 – Em comemoração ao Aniversário de 105 Anos da Revolta da Chibata

19:00 – 20:30 – Momento celebrativo - Pra. Carmen de Souza.

Local: Igreja Metodista Central de São João de Meriti. Rua da Matriz, 687, Centro, São João de Meriti.

(veja no mapa)

Igreja histórica em São João de Meriti, pois foi frequentada pelo marinheiro João Cândido e sua família.

Apresentação Artística: Missionária Olga Mendrade

 

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Dia D – 20/11/2015 – Dia Nacional da Consciência Negra


10:00 – 12:00 – Momento celebrativo.

Local: Comunidade São José. Rua Cristovão Berbereia, 312, Engenheiro Belford, São João de Meriti. (Ponto de referência: 64 DP).

(veja no mapa)

 

 

Momento celebrativo - Missa Inculturada. Foto enviada por Luiz Alberto.

 

 

 


 

*** Aconteceu em 2014 ***

 

1 - Alguém me perguntou, porque não paramos de falar da escravidão, da opressão do homem pelo homem, da mulher pela mulher; da segregação, da intolerância? Respondi que entre outras questões desses mais de quinhentos anos na nossa história brasileira, o negro e a negra tem sido tipificados como coisa, força de trabalho barata, objeto sexual; aqueles e aquelas a quem as moradias mais longinquas são destinadas, os trabalhos menos remunerados atribuidos, as condições de vida e segurança mais precários reservados e por essas e outras consequencias tornaram-se os mais sofredores dos mortais.
É elementar, que não tenhamos parado de falar em primeiro lugar, porque não se pode esquecer das atrocidades a que homens, mulheres e crianças negras foram submetidos, pelo simples fato de terem se tornado propriedade do mercador e na ponta do sistema, do fazendeiro senhor de escravos, que declarou-se donos do corpo e da alma do escravo e da escrava.

2 - Não podemos deixar de falar, porque a bem da verdade, a escravidão nunca acabou; tomou formas diversas, sugeriu ser um novo ente juridico, fantasiou-se de parte da economia agrária; uma composicão que era dita necessária mais provisória para responder a um clamor do mercado incipiente, mas que logo não existiria mais; no entanto isso não revelou-se como verdade; ainda hoje existem mais de 41 milhões de escravos e escravas no mundo, negros e não negros em diversos tipos de escravidão.

3 - É impossivel esquecer os castigos impingidos, destinados àqueles que queriam a liberdade, aos que se aventuravam a aprender a escrita do conquistador, aos que não se adaptavam às dores do enclausuramento, ao tratamento imposto pelo "capitão do mato", à morte como solução de um delito banal, ao despojamento da vida.
Um coronel aviador da aeronáutica, de pele escura, me disse: Apesar de estarmos num tempo de tanto desenvolvimento e facilidades; há coisas dificeis de dizer e de explicar: Minha filha me perguntou porque as amiguinhas dela que são brancas, conseguem namorados com mais facilidade do que ela que é negra. A menina queria uma explicação, e o pai estava diante de uma questão dificil de explicar; notei uma lágrima furtiva descer pelo rosto daquele militar importante, que tem um problema igual ao do servente de pedreiro negro, perguntado da mesma forma pela filha.

4 - Não podemos parar de falar, porque não podemos esquecer de nossos heróis e heroínas; vitimas das ciladas da vida, mas dispostos a recuperar seu lugar ao sol, sua liberdade e lutar pela dignidade sem se importar com o preço. Na primeira fase o seu movimento de contestação passou a chamar-se de insubordinação, rebeldia, levante; mas mesmo com os rótulos, prosseguiram na organização de uma cidade onde todos pudessem ser livres, e o resultado do trabalho dividido por todos, onde todos seriam responsáveis pela segurança do individuo e do coletivo, estava instalado o primeiro quilombo, que se espalharam pelo Brasil.

5 - Lembremo-nos de Zumbi, de Ganga-Zumba, Dandara, Maria Felipa e Luisa Mahin, recordemos de Manoel Congo, e de inúmeros heróis anônimos ou quase anônimos, que foram decisivos no desenho de uma história mais humana, que desembocou na extinção da escravatura negra no Brasil. A história oficial, não faz juz aos que se envolveram para que a libertação fosse conquistada, dia após dia, mas apesar disso a história mais recente, tem buscado a história feita na rua, os relatos dos calabouços. A historia recente tem buscado ouvir os gritos, sussuros e cânticos das sensalas, e nos mostrar a bravura daqueles que forçaram a monarquia a ir libertando no passo a passo cada negro e cada negra.

6 - O esforço pelo reconhecimento do caminho do negro no mundo, é mais geral do que se imagina, passa pelo Atlantico tranformado num simples rio, que trouxe naus apinhadas de escravos e escravas para tornar rica a terra do Brasil, percorre as Américas, África, Ásia, até onde estiver alguém subjugado pela escravidão e necessitado de ser libertado. Não podemos esquecer da escravidão até que o sonho seja tornado realidade para cada um de nós, como se expressou Martin Luther King Jr. :
...eu tenho o sonho de que um dia toda a nação se ponha de pé e viva o verdadeiro significado de sua crença. Sustentamos que essas verdades são evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais...
...eu tenho o sonho de que, um dia, nas róseas montanhas da Geórgia, os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos donos de escravos, possam sentar-se juntos à mesa da fraternidade.
...eu tenho um sonho de que, um dia, inclusive o Estado de Mississipe, um estado abrasado pela injustiça, abrasado pelo calor da opressão, se transforme num oásis de justiça !

7 - Não posso deixar de falar da diáspora em São João de Meriti, municipio que foi por muito tempo a maior densidade populacional per capta da América Latina, um município que transpira arte, literatura e negritude. O sonho perpassa por essa bonita cidade e sua gente amiga. O Atlântico passa também por aqui, forjando o desejo de valorizar sua gente, os promotores de cultura, as autoridades da cidade, as igrejas, as expressões culturais, os diversos segmentos meritienses. É por causa desta visão cidadã que estamos aqui, para nunca esquecer que somos importantes, que aspiramos por um mundo melhor. Por causa de João Candido e de outros heróis, nossos jovens tem acesso a universidade, pós graduam-se em doutorados diversos, ocupam espaços significativos na pirâmide social do Rio de Janeiro, mas ainda há muita coisa a fazer, muita atitude a tomar, por uma cidade mais parceira e gentil.

8 - Não posso deixar de falar que Deus fez homens e mulheres a sua imagem e semelhança no sexto dia, quando tudo o mais já estava feito. Deus os criou como ápice da criação, para que não fosse esquecido que Deus amou a sua criação e achou muito bom a sua obra. Deixou ao ser humano a tarefa de prosseguir em direção a perfeição; não posso esquecer que Jesus morreu de braços estendidos na cruz,por todos, negros e brancos em busca da unidade por meio dele.
Mas me parece que temos esquecido o propósito da vida humana como criação de Deus, ocupar a terra, desenvolver-se, avançar e expandir um reino que seria de alegria justiça e paz. Precisamos voltar a lembrar-nos de Deus, inclusive em momentos festivos como esse, e desejar que ele nos ajude a espalhar a paz o amor e a santidade biblica por toda a terra, para que haja paz, não só em São João de Meriti, mas em todo o mundo; decididamente, não posso me esquecer dos propósitos de Deus em criar o ser humano.
Alguém veio me falar do futuro, e eu lhes disse: Para o melhor que precisamos ver acontecer, isto tem que começar pela familia, avançar pela sociedade civil organizada, abarcar a igreja, juntar todos que quizerem estar juntos conosco, e nos esforçar-mos em nome de Jesus para que haja um amanhã bem melhor, com todos juntos!

Rev. José Magalhães Furtado
Festival Literário Internacional da Diáspora Africana de S. J. de Meriti

 

 

Dia B – 19/11/2014 – Em comemoração ao Aniversário de 104 Anos da Revolta da Chibata

19:00 – 20:30 – Momento celebrativo - Pra. Carmen de Souza.

Local: Igreja Metodista Central de São João de Meriti. Rua da Matriz, 687, Centro, São João de Meriti.

(veja no mapa)

Igreja histórica em São João de Meriti, pois foi frequentada pelo marinheiro João Cândido e sua família.

 

 

Dia C – 20/11/2014 – Dia Nacional da Consciência Negra

10:00 – 12:00 – Momento celebrativo - Frei Tatá.

Local: Comunidade São José. Rua Cristovão Berbereia, 312, Engenheiro Belford, São João de Meriti. (Ponto de referência: 64 DP).

(veja no mapa)

 

 


 

*** Aconteceu em 2013 ***

 

Dia A – 20/11/2013 – Dia Nacional da Consciência Negra


10:00 – 12:00 – Momento celebrativo.

Local: Comunidade São José. Rua Cristovão Berbereia, 312, Engenheiro Belford, São João de Meriti. (Ponto de referência: 64 DP).

(veja no mapa)

 

 

Momento celebrativo - Missa Inculturada. Foto enviada por Luiz Alberto.

 

Dia C – 22/11/2013 – Aniversário de 103 Anos da Revolta da Chibata

19:00 – 20:30 – Momento celebrativo com o Reverendo João Rafael e o Pastor João Carlos Araújo.

Local: Igreja Metodista Central de São João de Meriti. Rua da Matriz, 687, Centro, São João de Meriti.

 

Momento celebrativo - Entrevista concedida pelo Frei Tatá ao CGB antes do Culto na Igreja Metodista, ao lado do Seu Candinho (Filho do Marinheiro João Cândido - Líder da Revolta da Chibata). Foto enviada pelo Cinema de Guerrilha da Baixada - CGB.

 

(veja no mapa)

Igreja histórica em São João de Meriti, pois foi frequentada pelo marinheiro João Cândido e sua família.

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